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Conversas à Mesa

A Deolinda, cozinheira-chefe do Deolinda

A Deolinda é uma mulher de armas. Com 15 anos fugiu de casa para se casar com o que ainda hoje é seu marido e co-trabalhador no novo restaurante Deolinda, mesmo às portas de Santiago do Cacém. Mas o que nos interessa verdadeiramente na Dona Deolinda, devidamente identificada com um crachá que diz "Deolinda, cozinheira-chefe", é que ela sabe mesmo cozinhar. Todos os pratos que experimentei estavam bem confeccionados. A língua foi talvez o que mais me desapontou por estar à espera dela em grossas fatias em que se pode apreciar a textura gelatinosa e ela, afinal, aparaceu em pedaços pequenos e muito finos, cuja gelatonisidade tinha passado para o molho. 

 

 

A língua.

 

O cabrito no pão muito bom em termos de carne e muito gulosa aquela parte em que escavamos o miolo ensopado no molho. A não perder.

 

O cabrito no pão.

 

Para quem gosta de pimentos, a galinha é um pedido irrecusável. Como tudo é feito em separado, não há contaminação de sabores e cada coisa ao que sabe.

 

A galinha com pimentos.

 

Mas o que é mais extraordinário são as migas. Simples, só com pão, água e azeite. como é possível com dois ingredientes mediterrânicos tão "pobres", já que a água não conta, fazer um prato de sabor tão limpo e complexo. 

 

O Deolinda até tem quartos, para quem queira fazer a sesta ou pernoitar depois de uma refeição de arromba. Em Santiago do Cacém. A lista é variada e há pratos por encomenda. Ligue a confirmar.

 

A Dona Deolinda é de uma simpatia contagiante e espontânea. Sabe perfeitamente o que é Serviço.