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Conversas à Mesa

O Lobo Mau e os 2 Porquinhos

Eu sou o Lobo Mau e, nos próximos meses, vou correr o país todo à procura dos 2 porquinhos: o de raça alentejana, do tronco ibérico, e o bísaro, do tronco celta.  Comigo vai o Mário Cerdeira, o fotógrafo que já fez comigo O Melhor Peixe do Mundo, e, em alguns casos, vamos tentar arrastar o José Quitério... O objectivo é colher elementos para o nosso próximo livro sobre enchidos para os livros temáticos dos CTT/Filatelia, mas, pelo caminho, queremos conhecer a fundo a nossa relação com este animal que sobreviveu a 5 séculos de ocupação islâmica e a fortes influências judaicas. Não há nada como ir para o terreno para aprender e testar conhecimentos. Quem tiver alguma coisa a partilhar connosco sobre enchidos, ou simplesmente sobre tradições ligadas ao porco, por favor contacte-nos, será muito bem vindo.

 

 

O primeiro dia: à procura da chouriça de cebola

Quarta-feira saímos de casa, eu e o Mário Cerdeira, o fotógrafo que fez comigo O Melhor Peixe do Mundo, eram 6 h da manhã, rumo a Ponte de Lima, à procura da Chouriça de Cebola, que irá figurar num dos selos da colecção a lançar pelos CTT com o nosso livro dos enchidos.

A chouriça de cebola é emblemática no Minho, mas pouco conhecida no resto do país. Leva cebola e salsa, sangue, vinagre de vinho branco e tinto e os habituais temperos. 

Para percebermos como é feita, a viagem começou com uma das mais importantes vertentes do enchido, a vulgarmente chamada semi-industrial,  encarnada na Minhofumeiro (http://www.minhofumeiro.pt/). Foi uma escolha feliz que demonstrou à saciedade que a vertente industrial pode reunir o melhor dos dois mundos: apertado controlo sanitário e standards mais produtos frescos e saber fazer artesanal.  Há partes do processo que são feitas com ajuda de máquinas enquanto outras continuam inteiramente manuais, como é o caso da atadura com fio de algodão. O sector crescerá muito bem com empresas do tipo da Minhofumeiro, enquanto se mantiverem as cozinhas regionais e as unidades individuais que asseguram a tradição.

 

Rio Lima


Almoçámos no restaurante da Fátima, na Correlhã: lampreia do rio Lima e rojões minhotos com morcela e tripa enfarinhada.

 

Devidamente almoçarados, rumámos à Guarda, porque havia calendário a cumprir à tarde, mais precisamente à aldeia de Videmonte.

 

Ponte de Lima


Diria o Zé Quitério: cumpriram.

 

Muito boas.


As malguinhas do verde tinto

 

A lampreia em arroz: ainda muito magrinha.

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