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Conversas à Mesa

O casulinho de Cascais

Quem me diria quando entrei na praça de Cascais num Domingo atraída pelo Mercado Epicur que iria ter uma surpresa tão curiosa que dá pelo nome de casulinho. O nome ternurento advém-lhe da sua semelhança com a casinha entretecida das borboletas. Tal como o casulo, este doce inspirado em versões do Médio (Turquia) e do longínquo Oriente (Coreia e China), é uma obra de paciência e persistência .




O anel com que tudo começa.




 

O Pedro e o Vítor, criadores do casulinho.





Foi trazido para Portugal e recriado pelo Pedro e pelo Vítor,  o primeiro de Lisboa, o segundo de Cascais, que com toda a paciência e depois de inúmeros ensaios chegaram a este casulinho que faz parar o povo como eu junto do carrinho com que correm as feiras.

Vamos lá ao principio. O casulinho é feito a partir de uma espécie de pulseira, da qual tem a forma e o tamanho, com açúcar e mel de rosmaninho da serra da Portela. Estas pulseiras já vêm feitas e a partir delas começa a magia: cada uma é trabalhada e esticada usando o calor das mãos e amido de milho ou farinha de arroz até ficar pronta para ser dobrada. O verdadeiro milagre acontece quando começam as dobragens em número de treze, que produzem no final 16 000 fios completamente separados, tão finos quanto fibra óptica que fazem lembrar, mas muito macios. Ver para crer.



A meada já com milhares de fios.




Os fios necessários para um casulinho já cortados.



Esta então entretecido o casulinho que vai ser montado em dois pauzinhos e recheado com amendoim ou amêndoa raladas, chocolate, e o que a imaginação ditar nesse dia.


 

O casulinho a ser recheado. 



 

 O casulinho a ser enrolado.







A que sabe? Quando se mete na boca, o casulinho oferece alguma resistência passiva ao dente, paralelos se ir derretendo na boca e soltando o sabor do mel e do recheio. Uma experiência diferente que lhes aconselho caso encontrem o carrinho do Casulinho do Confeito Aqui na feira de Cascais ou outra. Ainda há gente disposta a criar e a inovar. Parabéns ao Pedro e ao Vítor. 





Os fios são tão finos que são visíveis os efeitos da electricidade estática. 


 

 A marca.


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