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Conversas à Mesa

Petiscar na linha do Estoril

 

 

 

Tem sido em catadupa por todo o país a abertura de “oferta restaurativa petisqueira” (como diria José Quitério criando típica adjectivação a partir de substantivos e verbos). A linha do Estoril não é excepção e tenho vindo a experimentar uns tantos nos últimos tempos.

Por esta zona não reina a imaginação e as cartas são todas muito semelhantes, consistindo num mix de origens alentejanas, lisboetas e espanholadas, por vezes dando origem a remix. Ovos mexidos com farinheira é talvez o mais recorrente, junto com saladas de polvo e ovas, os pica-paus, cada um feito à sua maneira, raramente secos como compete, os detestáveis chocos fritos feitos de tiras congeladas, as pataniscas (agora é moderno fazê-las finas folha de papel, não prestam) e os peixinhos-da-horta, raramente a preceito com o feijão inteiro na largura e uma camada fina de polme, mas não tão fina que se confunda com as tempuras. Os cogumelos são sempre os de paris, de estufa, nem na época surgem os nossos belíssimos exemplares selvagens.

Raramente aparecem os enchidos, e quando fazem a sua aparição a qualidade não prima, que os há bons e maus na indústria e entre os caseiros.








Entre todos os que experimentei aqui pela linha dos Estoris e Cascais, há um que prefiro pela conjugação de melhor qualidade e curiosa decoração, embora a carta não seja mais imaginativa. Toda a sala está recheada de pormenores decorativos agradáveis e o conjunto resulta muito bem. Tem um defeito, o ser barulhento. Reserva é essencial, por estar sempre cheio. Trata-se do Boteco da Linha, em São Pedro do Estoril. Também servem pratos do dia e bifes, mas esses não experimentei. A bebida emblemática é um gigantesco mojito que, diz quem sabe, sabe muito bem.

 

 

 

 






Boteco na linha

 

Rua Sacadura Cabral 116 A, São Pedro do Estoril, 2765-551

Tel: 214 686 125

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