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Conversas à Mesa

Piggish Tio Sam







Um pequeno apontamento sobre as casa de banho e cozinhas dos restaurantes nova-iorquinios. Quem leu António Bourdain sabe do que estou a falar...Aqui vai.
Nunca vou a um restaurante, qualquer que ele seja, onde quer que ele seja, que não vá aos WC. Permite-me imaginar como será a cozinha. Em Nova Iorque, as instalações sanitárias são geralmente ao lado das cozinhas, o que me permite dar uma olhada a esta também, não só para avaliar o estado de higiene como também para perceber o seu funcionamento. As casas de banho, exceptuando as dos restaurantes de topo, são descuidadas e sujas, contrastando por vezes com decorações modernas e estilistas das salas de jantar. Os lixos da cozinha estão muitas vezes misturados com os frescos, frequentemente em conúbio com as loiças sujas, quase cem por cento das vezes a cargo dos lavadores sul-americanos, por vezes asiáticos. São em geral alguns destes sul-americanos que levantam a loiça das mesas em enormes bandejas redondas, não sendo eles a fazerem o serviço à mesa.
Não há muito tempo, alguns bairros de Nova Iorque, por exemplo, o recentemente valorizado Meatpacking District, estavam infectados de ratazanas. Onde havia matadouros, hoje há os talhos da moda,onde se vão comprar as melhores peças de carne, como o muito apreciado brisket, entregues preciosamente embrulhadas em papel manteiga. Hoje, este bairro que ladeia com Greenwhich Village está cheio de restaurantes e de vida própria.
Os diners, onde se toma o pequeno-almoço, são bons exemplos de más práticas de higiene.
Se é facilmente impressionável, nunca desça aos WC nem espreite para a cozinha dos restaurantes nova-iorquinos. E demos graças a Deus pela nossa ASAE.

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