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Conversas à Mesa

Preciosidades: a maçã-de-espelho e Cesário

A ávore que está no primeiro plano é da Qunta da Granja, no Bombarral. Dá um tipo de maçã que quase já não se vê, muito usada antigamente na culinária devido a uma certa acidez, compensada pelo sabor muito especial. Ainda não tem maçãs. Voltarei a fotografá-la quando estiver em floração. É pena ter-se perdido. Cesário Verde refere-se a este maçã, que cultivava nas terras de família em Linda-a-Pastora, para onde se fugia à cólera que grassava na cidade, na seguinte citação que encontrei no indispensável José Quitério
«Ah! Que de glória , que de colorido,
Quando por meu mandado e meu conselho,
Cá se empapelam as "maçãs de espelho"
Que Herbert Spencer talvez tenha comido!»

Já nessa época, a exportação de frutas tinha como destino preferencial a Inglaterra e já era também "um jogo: dependiam da sorte do mercado". 



Quitério, José, Histórias e Curiosidades Gastronómicas, Assírio e Alvim, Lisboa, 1992 (pp. 36, 37 e 38)