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Conversas à Mesa

MESÓN CON PATRÓN

Já conheço o Méson Andaluz há dezenas de anos, desde o tempo em que estava instalado num primeiro andar de um centro comercial da Parede. Sempre com um denominador comum, a presença constante do patrão, o Sr. Ilídio, que não passam os anos por ele, e da qualidade. Pode dizer-se que hoje o Mesón tem um público diferente, os turistas que se sentam nas vizinhas escadinhas abaixo, à procura dos petiscos e das tapas, mas nem falta a presença do Sr. Ilídio nem a da qualidade.

O Méson ainda serve da mesma forma os antigos clientes, que vêm por exemplo, pelo clássico cordero lechal. Pena que a crescente vertente das tapas, sempre óptimas, tenha perdido a exposição no balcão, assim como se perderam os lugares no dito, pelas características físicas das novas instalações. São estas lindíssimas, destapados que foram os belos arcos de tijolo burro que constituem grande atracção estética. Da decoração típica do Mesón conservam-se certos detalhes andaluzes, como as grades de ferro forjado, e os típicos azulejos com dizeres e ditados.

 

A refeição iniciou-se da forma mais agradável, com um belíssimo presunto da casa Juan Pedro Domecq, oriundo de ibéricos criados durante grande parte do tempo no montado. Esta empresa está ligada a uma família de ganaderos e de vinho de Xerês. Muito saboroso, com sua a gordura intersticial, bem cortado, com uma boa razão de gordura externa e servido à temperatura certa. Bem acompanhado com os picos (tipo grissini) que competem.

 

Seguiram-se o fabuloso gaspacho andaluz com a sua anchova, os ovos rotos, as puntillitas com maionese de alho e o foie.

A fechar, o cordero lechal que se mantém lechal, a destacar-se do osso.

 

 

A parte líquida da refeição não foi menos dispiceinda, a cargo de dois vinhos resultantes do casamento entre uma filha de família alentejana proprietária de vinhedos velhos no Alentejo (Murteirinha) e um enólogo, Maria e André Herrera de Almeida. A marca dá pelo lindo nome de Duende e os vinhos são de edições muito limitadas.

 

Bebeu-se o B de Duende (branco de guarda, 100% Rabo de Ovelha, com um ano em carvalho e seis em garrafa) e o D de Duende (tinto, metade Cabernet Sauvignon e metade Syrah, 5 anos em barricas novas e 5 anos em garrafa). O conceito dos vinhos está ligado à fusão de castas nacionais com outras estrangeiras e resulta em vinhos extremamente gastronómicos, que valorizaram a refeição.

Depois de bastante tempo ausente, lembrou-me esta refeição de que tenho de vir mais vezes ao Méson Andaluz. 

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Já conheço o Méson Andaluz há dezenas de anos, desde o tempo em que estava instalado num primeiro andar de um centro comercial da Parede. Sempre com um denominador comum, a presença constante do patrão, o Sr. Ilídio, que não passam os anos por ele, e da qualidade. Pode dizer-se que hoje o Mesón tem um público diferente, os turistas que se sentam nas vizinhas escadinhas abaixo, à procura dos petiscos e das tapas.

Porém, o Méson ainda serve da mesma forma os antigos clientes, que vêm por exemplo, pelo clássico cordero lechal. Pena que a crescente vertente das tapas, sempre óptimas, tenha perdido a exposição no balcão, assim como se perderam os lugares no dito, pelas características físicas das novas instalações. São estas lindíssimas, destapados que foram os belos arcos de tijolo burro que constituem grande atracção estética. Da decoração antiga conservam-se certos detalhes andaluzes, como as grades de ferro forjado, e os típicos azulejos com dizeres e ditados.

 

 

 

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A refeição iniciou-se da forma mais agradável, com um belíssimo presunto da casa Juan Pedro Domecq, oriundo de ibéricos criados durante grande parte do tempo no montado. Esta empresa está ligada a uma família de ganaderos e de vinhos de Xerês. Muito saboroso, com sua a gordura intersticial, bem cortado, com uma boa razão de gordura externa e servido à temperatura certa. Bem acompanhado com os picos (tipo grissini) que competem.

 

Seguiram-se o fabuloso gaspacho andaluz com a típica anchova, os ovos rotos, as puntillitas com maionese de alho e o foie.

A fechar, o cordero lechal que se mantém lechal, a destacar-se do osso.

 

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A parte líquida da refeição não foi menos dispiceinda, a cargo de dois vinhos resultantes do casamento (literal) entre uma filha de família alentejana proprietária de vinhedos velhos no Alentejo (Murteirinha)e um enólogo, Maria e André Herrera de Almeida. A marca dá pelo lindo nome de Duende e os vinhos são de edições muito limitadas.

 

Bebeu-se o B de Duende (branco de guarda, 100% Rabo de Ovelha, com um ano em carvalho e seis em garrafa) e o D de Duende (tinto, metade Cabernet Sauvignon e metade Syrah, 5 anos em barricas novas e 5 anos em garrafa). O conceito dos vinhos está ligado à fusão de castas nacionais com outras estrangeiras e resulta em vinhos extremamente gastronómicos, que valorizaram a refeição.

 

Depois de bastante tempo ausente, lembrou-me esta refeição de que tenho de vir mais vezes.

 

 

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