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Conversas à Mesa

O HAMBÚRGUER MAL AMADO

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Falar de hambúrgueres passou a ser considerado de mau gosto, pese embora o infindável rol de restaurantes que também os servem ou apenas os servem. No meu tempo de criança, o nosso hambúrguer era o bife raspado: com uma faca, tornava-se tenra e adequada aos dentinhos infantis qause qualquer peça de carne. Hoje os hambúrgueres fazem parte do nosso dia-a-dia. Foram diabolizados como artimanha do demo capitalista pelo inesquecível e genial José Quitério. Além de serem produto vindo dos estados-unidenses não sei o que podem ter de tão vil que não esteja presente em criações mais ou menos lusas, como o prego ou a bifana, ou nas vulgares e cada vez mais ubíquas sanduíches. Uma proteína, no caso ralada, e o cada vez mais omnipresente pão (infelizmente, cada vez mais processado).

Falar de um hambúrguer do McDonalds sera talvez blasfémia para alguns, mas aqui vai. Comi lá recentemente um extraordinário hambúrguer que dá pelo nome de Maestro Brie e que contém queijo Brie, cebola caramelizada e molho de mostarda e mel. O pão é brioche e delicioso. A combinação é efectivamente de maestro, para quem aprecia os sabores adocicados. Claro que tem elevado valor calórico, como todos os hambúgueres e sanduíches mais elaboradas, e muito sal. Ou seja, não é algo que se deva comer com frequência, mas ganha em sabor e preço quando comparado com outros hambúgueres ditos gourmet de casas afamadas.

E osrestaurantes da McDonalds são sempre limpos, agradáveis e bem decorados, com casas de banho impecáveis. Agora até têm uma engenhoca com GPS que lhes permite levar directinho à nossa messa o Maestro Brie, sem ser preciso esperarmos em pé pela encomenda.

 

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