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Conversas à Mesa

A pesca do bacalhau

 

 

Este vídeo foi feito pelo Mário Cerdeira ao longo da nossa viagem à Noruega para descobrir as origens do bacalhau e buscar informação para o nosso livro Semear Sabor, Colher Memórias, que estará à venda nas livrarias e grandes superfícies a partir do dia 23 de Maio. Já está em pré-venda na FNAC com 10% de desconto. 

Espero que vos agrade, foi feito com muito rigor e paixão.

A pesca do bacalhau

 

 

Este vídeo foi feito pelo Mário Cerdeira ao longo da nossa viagem à Noruega para descobrir as origens do bacalhau e buscar informação para o nosso livro Semear Sabor, Colher Memórias, que estará à venda nas livrarias e grandes superfícies a partir do dia 23 de Maio. Já está em pré-venda na FNAC com 10% de desconto. 

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ALMOÇO VINTAGE EM SETEAIS

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Fui convidada para um almoço de harmonização de vinhos de Colares e Carcavelos selecionados por Aníbal Coutinho com uma ementa escolhida e executada pelo chef António Santos Escudeiro. O evento foi organizado pelo Hotel Tivoli Palácio de Seteais, um local com toda a magia de Sintra, construído no século XVIII num terreno cedido pelo Marquês de Pombal ao consul holandês Daniel Gildemeester.

 

 

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O almoço foi precedido de uma apresentação dos vinhos de seis produtores de Colares: Colares Chitas, Adega Regional de Colares, Viúva Gomes, Fundação Oriente, Casal de Santa Maria e Monte Cascas.

Com os aperitivos foram servidos um Espumante Stanley, Fundação Stanley Ho, 2010, Rosé Bruto, Regional Lisboa e um Casal de Santa Maria, Malvasia, 2013, branco, Regional Lisboa.

 

 

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Seguiu-se o almoço, que teve uma vertente vintage. Os pratos foram muito bem escolhidos a partir de ementas de eventos que tiveram lugar no hotel na década de 1930. São clássicos de uma época que se prolongou até aos anos 70. Décadas em que gostávamos de comer um pequeno leque de pratos, declinados em casa e em restaurantes de topo, onde voltávamos recorrentemente para nos deliciarmos com eles. A própria estrutura da refeição – sopa, prato de peixe, prato de carne e sobremesa – manteve-se durante muitas décadas.

 

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Para começar, um fantástico creme de ervilhas, o Creme Diplomata, servido no jantar oferecido pela Presidência da República em 1935. A vertente líquida foi um Arenae, Adega Regional de Colares, 2006, branco, cuja salinidade fazia valorosamente frente à doçura das ervilhas. Resquícios de uma era em que um creme ou um consommé iniciavam refeições de alta cozinha. Hoje, infelizmente, deixaram de aí aparecer, substituídos por exóticos amuse-bouche.

 

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Em seguida, um prato de peixe que foi um clássico durante décadas. O linguado, que hoje desconsideramos em favor do pregado e do robalo, foi durante muito tempo o rei do mar. Surgia na versão meunière, com manteiga e limão, e enrolado em camarão, tal como foi apresentado neste almoço. O molho era à base de um fundo de marisco engrossado (bem engrossado, por sinal). Este prato foi servido num banquete da Adega Regional de Colares. A acompanhar, um tinto Viúva Gomes, Jacinto L. Baeta & Filhos de 1969, do qual se beberam as últimas garrafas.

 

 

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Para segundo prato, uma Vitela assada à moda de Sintra, servida numa ementa de 1938, com batata torneada (que saudades dos legumes torneados), com um tinto Colares Chitas, António Paulo da Silva, 1996.

 

 

 

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À sobremesa surgiram doces típicos de Sintra, as queijadas, os travesseiros e as nozes de Galamares, igualitas às de Cascais, servidos com um generoso Carcavelos, Villa de Oeiras.

É curioso como estes pratos foram clássicos durante décadas. Hoje, que a maioria das pessoas quer uma cozinha que mude a toda a hora, sendo obrigada a trazer constantemente pratos e produtos novos e originais.

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