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Conversas à Mesa

O PIGMEU, DE TUDO UM PORCO

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Há porco em tudo, até na musse de chocolate, e há de tudo do porco.  A proposta do restaurante é usar o porco de forma sustentável, utilizando-o de ponta a ponta. The Whole Beast: Nose to Tail Eating foi o título de um livro de Fergus Henderson, em 2004, que lançou o conceito ético e sustentável de aproveitar todo o animal que matamos. Consequentemente, as vísceras terão também de ser aproveitadas. Não era novidade para nós portugueses , que desde sempre  aproveitamos integralmente este animal, passando pelas e tornando-o uma espécie de bacalhau da terra. Na nossa cozinha regional haverá mais pratos de porco o de bacalhau. E este conceito que está na base da cozinha do Pigmeu. fala-se ainda na utilização de produtos de pequenos produtores, mas nada disso se parece reflectir na escrita da ementa.

Na página de abertura do site do restaurante fala-se no uso de porco alentejano solto, mas na ementa refere-se o porco preto, uma designação que nada significa. Cor não é raça. Deduzimos que seja um porco de raça alentejana e que não seja alimentado a bolota, o que lhe daria um gosto verdadeiramente especial. 

O proprietário e chef do Pigmeu é Miguel Azevedo Peres. 

Na ementa registamos o uso da banha, do redenho em torresmos, da papada, dos pezinhos, do coração, da perna e de um outro corte  na grelha que vai variando. uma das qualidades da ementa, é mudar com frequência. 

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Comi a manteiga de porco batida com alho e sal e com pão,  no limite do agradável e uma agradável saladinha de rodelas de cenoura.

 

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Croquetes de carne de porco: acho que o croquete é mais criatura para carne de vaca, mas estavam bem confecionados.continuo a não ver necessidade de lhes acrescentar mostardas. 

 

 

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Vieram depois os pastéis de massa terra, com recheio de coração e chouriço estufados com cenoura e couve fermentadas. A massa era competente, o recheio saboroso.

 

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Outra entrada de que gostei muito foram as favas com ovos mexidos e toucinho.

 

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Muito bom estava o prato dos pezinhos, arranjados e prensados sob a forma de cubo sobre feijoca e picle de nabo. Bravo por se lembrarem do nabo. Viva o nabo.

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Musse de chocolate  com torresmo de pele de porco, a dar sal e crocante, que eu dispensaria. Feita com chocolate da valorizada variedade Chuncho, da região peruana de Cuzco, não precisa de mais nada.

 

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De sobremesa, um bom abade de Priscos. 

 

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O restaurante tem decoração popular, sendo as cadeiras sem almofadas. O serviço é informal e agradável, com informação cedida de forma simpática. A relação qualidade -preço é boa. 

 

PIGMEU

Rua 4 de INFANTARIA 68

CAMPO DE OURIQUE

1350-274 LISBOA

TEL: 218252990

FECHA AO DOMINGO