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Conversas à Mesa

Leitão em Miranda do Corvo: o Rufino

Em Mirando do Corvo, terra do distrito de Coimbra, reclama-se o título de capital da chanfana, uma vez que este prato de cabra velha, vinho, alho, louro e gorduras parece ter nascido no mosteiro de Semide. Mas esta coisa das capitais disto e daquilo qualquer um pode reclamar. Sei lá, por exemplo, Mação reclama-se capital do presunto, Beja poderia ser a capital da Viande des grisons, e por aí fora.








Na quarta feira passada fui à feira de Miranda, que costumava ser interessante, com muita criação, coelhos, muitas mudas de verduras e utensílios agrícolas. Infelizmente, já não é, passou ao alguidar de plástico, às contrafacções e aos trapos. Como quase todas as nossas feiras. O ano passado, em Viana, nas festas da Agonia, a feira era quase toda de senegaleses na contrafacção.

Bom, o desgosto não me tirou a vontade de almoçar e como Miranda não é só chanfana, resolvi optar pelo leitão, uma especialidade da terra.



 

 




 

Na estrada de Miranda do Corvo para Semide (N17-1), no lugar de Carapinhal surge-nos a direita o Rufino dos Leitões. Pare (tem parque próprio) e peça o leitão ao prato ou à travessa .

A confecção do reco é semelhante à da Bairrada, mas, em vez de pimenta, leva malagueta. A justificar desvio em viagem,  o leitão exibe pele estaladiça, bem constipada pelo forno de lenha. O sr. Rufino tem boa tesourada, da qual resultam nacos formosos e bem proporcionados, sem carnuça excessiva. A salada era de boa alface francesa, a batata frita em palitos, caseira.

 

A diária, servida ao dia de semana, inclui sopa do dia (hoje canja), prato do dia (hoje arroz de polvo, cozido à portuguesa ou leitão, sobremesa, bebida e café, tudo por 6,5 euros).

À travessa, o leitão para dois vale 15 euros (duas doses).






O pudim flan, anunciado como de ovos, revelou-se um mandarim convicto, e a salada de fruta tinha a originalidade de ser semeada de rodelas de limão. Vá-se lá saber. cada vez estamos pior de sobremesas em todo o país. 




 

 





Para a sossega, continua a beber-se bem ao almoço. Por exemplo, este licor de café caseiro, verdadeira armadilha anti ASAE, baralhada pelo rótulo de uísque e a rolha de Ricard. 

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