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Conversas à Mesa

A MESA DA PÁSCOA

 

 

 

 

 

 

Em matéria de civilizações clássicas, passei de uma profunda admiração pelos Gregos, cuja Filosofia se estudava detalhadamente nos meus tempos de jovem, para uma apreciação tranquila dos Romanos e da sua organização social.

Quando se trata de comida, acho-os exemplares. A propósito dos excessos que fazemos por altura das festas, sendo o Domingo de Páscoa uma das fortes, recordo sempre a distinção que os Romanos faziam entre o banquete, uma ocasião extraordinária, e a comida do dia-a-dia, entre a cena e o prandium.  Para Roma era na frugalidade do dia-a-dia, em que apenas se comia quando era fisicamente necessário, um bocado de pão, umas azeitonas, uns figos secos, que se conhecia a grandeza do homem, que não se desvia do trabalho ou da guerra para o prazer da comida ou da convivência. Pelo contrário, na cena, no banquete, é impossível cometer excessos porque todos são permitidos. São refeições de ócio e de partilha social. Trata-se da oposição e complementaridade do necessário versus o supérfluo.

 

 

 

 

 

 

 

Creio que a alimentação romana não seria a mais saudável, sobretudo na parte dos excessos, mas a frugalidade é a base da alimentação mediterrânea: pouquíssimas proteínas, sobretudo em matéria de carnes, fruta, legumes, pão e vinho. Os países ricos sofrem de excesso no dia-a-dia.

Cada vez queremos, ou podemos?,  dedicar menos tempo a cozinhar, o que nos leva a optar pelos alimentos processados, progressivamente mais baratos em relação aos frescos, mas tão prejudiciais para a saúde.

 Por outro lado, vem-se instalando um culto da comida e da mesa, que ocupam a maior parte do nosso tempo de lazer. Cada vez queremos passar mais tempo à mesa e menos na cozinha. Nunca se venderam tantos livros de receitas e se cozinhou tão pouco. Nunca houve tanto show de cozinha e tão pouca cozinha.

O que nos podem então ensinar os Romanos? Mais frugalidade no quotidiano, mais frescos e menos proteínas. Mas também um grande prazer nas festas, ocasião de alguns excessos e de muito convívio. Célebre-se então o Domingo de Páscoa o melhor e mais fartamente que se possa, sentados ou de triclinium, e sobretudo em boa companhia. Cozinhem-se em casa os anhos e os cabritos pascais temperados e assados a preceito, as bolas de carne e os folares. Que prazer é cozinhar em família e com os amigos, para depois nos sentarmos todos à mesa.

Boa Páscoa, boa festa.

A propósito, vejam aqui no blog a receita do folar da minha avó transmontana.  de comida, acho-os exemplares. A propósito dos excessos que fazemos por altura das festas, sendo o Domingo de Páscoa uma das fortes, recordo sempre a distinção que os Romanos faziam entre o banquete, uma ocasião extraordinária, e a comida do dia-a-dia, entre a cena e o prandium.  Para Roma era na frugalidade do dia-a-dia, em que apenas se comia quando era fisicamente necessário, um bocado de pão, umas azeitonas, uns figos secos, que se conhecia a grandeza do homem, que não se desvia do trabalho ou da guerra para o prazer da comida ou da convivência. Pelo contrário, na cena, no banquete, é impossível cometer excessos porque todos são permitidos. São refeições de ócio e de partilha social. Trata-se da oposição e complementaridade do necessário versus o supérfluo.

 

Creio que a alimentação romana não seria a mais saudável, sobretudo na parte dos excessos, mas a frugalidade é a base da alimentação mediterrânea: pouquíssimas proteínas, sobretudo em matéria de carnes, fruta, legumes, pão e vinho. Os países ricos sofrem de excesso no dia-a-dia.

Cada vez queremos, ou podemos?,  dedicar menos tempo a cozinhar, o que nos leva a optar pelos alimentos processados, progressivamente mais baratos em relação aos frescos, mas tão prejudiciais para a saúde.

 Por outro lado, vem-se instalando um culto da comida e da mesa, que ocupam a maior parte do nosso tempo de lazer. Cada vez queremos passar mais tempo à mesa e menos na cozinha. Nunca se venderam tantos livros de receitas e se cozinhou tão pouco. Nunca houve tanto show de cozinha e tão pouca cozinha.

 

 

 

 

 

O que nos podem então ensinar os Romanos? Mais frugalidade no quotidiano, mais frescos e menos proteínas. Mas também um grande prazer nas festas, ocasião de alguns excessos e de muito convívio. Célebre-se então o Domingo de Páscoa o melhor e mais fartamente que se possa, sentados ou de triclinium, e sobretudo em boa companhia. Cozinhem-se em casa os anhos e os cabritos pascais temperados e assados a preceito, as bolas de carne e os folares. Que prazer é cozinhar em família e com os amigos, para depois nos sentarmos todos à mesa.

Boa Páscoa, boa festa.

A propósito, vejam aqui no blog a receita do folar da minha avó transmontana: http://conversasamesa.blogs.sapo.pt/39590.html

 

 

 

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