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Conversas à Mesa

MAR DE ROSAS

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Na estreita rua que vai para o Penedo, em Colares, surge o portão do Casal de Santa Maria, uma encantadora propriedade que data do início do século XVIII. Nos jardins escondem-se fontes e azulejos em estado impecável, mas com dois séculos de existência. Hoje, os pés de vinha alinham-se perpendicularmente ao oceano, prontos a receber o ar marinho que lhes instila as características  deste terroir único da vinha mais ocidental da Europa, enquanto a serra preserva a humidade e transforma-a em nuvens que filtram os raios de sol. No início do século XIX, perdeu-se o vinhedo que aqui existia e que só cem anos mais tarde será recuperado. 

 

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Essa história recomeça na década de 1960, a propriedade passou para as mãos de Bodo von Bruemmer, um barão dos países bálticos que se tornou banqueiro na Suíça e que se apaixona pela quinta e pela paisagem que a envolve. Aqui resolve assentar arraiais, começando por fazer criação de puro sangue árabes, nos anos 70. Com a morte da sua adorada mulher, Rosario, enche a quinta com milhares de pés de roseira, para poder recordá-la. O plantio de da vinha, a mais ocidental da Europa, só surgiu tinha o barão 96 anos, no seguimento de uma grande cirurgia, que lhe devolve a sede da vida. O nome da propriedade torna-se a sua marca e o barão começa a produzir vinhos muito especiais, da região de Colares, influenciados pela salinidade dos terrenos arenosos e pelos ares húmidos da serra. Após o falecimento do Barão, em 2016, ficou o seu neto Nicholas von Bruemmer à frente da propriedade, onde habita com a mulher; Myriam, e os filhos.

O casal resolveu fazer a apresentação de um novo vinho Rosé, que se chama  Mar de Rosas numa homenagem à paixão do anterior barão pela mulher. Em primeira mão, deram-no a conhecer a um conjunto de mulheres, jornalistas e bloggers. Foi num almoço emoldurado pela maravilhosa paisagem de serra e mar que tive o prazer de provar este rosé apresentado em lindissimas garrafas de duplos magnums, onde sobressai a vibrante cor de pêssego, a salinidade, a mineralidade e alguma madeira dos cascos de carvalho americano. Três castas entram na sua composição: Touriga, Pinot Noir e Sirah, muito bem trabalhadas pelos enólogos Jorge Rosa Santos e António Figueiredo.Um vinho para peixe e marisco, para os gaspachos e para a beira-mar, mas também para beber em casa, recordando o Verão. Os duplos magnums serão um pouco mais caros do que duas garrafas de 7,5  dl, mas vêm com o espírito da festa incluído. O Mar de Rosas só será comercializado em Setembro.

 

 

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O enólogo António Figueiredo

 

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 O novo proprietário, neto do barão, Nicholas von Brumemmer