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Conversas à Mesa

O LIVRO DO MASTERCHEF MATT PRESTON

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Cada vez mais, a maioria das pessoas quer fazer uma alimentação prioritariamente à base de legumes, e com menos recurso a proteína animal. Ultimamente, tem-se visto surgir cada vez mais restaurantes vegetarianos e veganos, e assiste-se ao enriquecimento das cartas com pratos vegetarianos.

Cá por casa e na família comem-se progressivamente mais vegetais. Para quem quer fazer uma alimentação à base de legumes, mas com muito sabor, o último livro do Matt Preston, um dos três famosos jurados do Masterchef australiano, o mais alto e forte, lançou um livro que teve tradução em português da Casa das Letras, uma chancela da Leya. Chama-se MAIS (mais receitas com mais vegetais para mais alegria). O livro é grande, com muitas receitas, e um apêndice para inspirar quem quiser acrescentar-lhes proteína animal. Todas elas me pareceram apetitosas, mas lá consegui escolher uma, para começar: Guisado africano fácil de batata-doce e amendoim, de origem ganesa. Foi o «africano» que me seduziu, porque sendo nascida e criada em Angola sempre me atrairam a maneira de cozinhar e os produtos. Nesta receita foi a combinação da batata-doce com o amendoim o factor sedutor. Para africanizar mais o prato, juntei-lhe quiabos cortados ao meio, para libertarem mais gelatina e engrossarem o molho. Também juntei mais um bom pedaço de caldo de legumes, por causa dos quiabos. O resultado foi um prato cheio de sabor, saciante, mas leve. Um prato a repetir.

Curiosamente, na introdução à receita, Matt fala das actuais tendências da cozinha para África e nomeia como um dos pratos emblemáticos deste continente «os pregos moçambicanos», uma herança portuguesa que ficou intocada neste país.

A receita não leva sal, nem necessita, também não usei.

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A loiça é da Fimisima

 

3 colheres de sopa de óleo de amendoim

1 cebola grande, finamente picada

3 dentes de alho, esmagados (e descascados)

1 pedaço de gengibre com 3 cm, descascado e finamente ralado

2 folhas de louro, frescas ou secas

1 colher de chá de cominhos em pó (não usei)

1 colher de chá de coentros em pó

½ - 1 colher de chá de folhas de malagueta (não usei, mas penso que será gralha e que serão flocos)

2 colheres de sopa de polpa de tomate (penso que neste caso será de concentrado ou pasta de tomate)

1 lata de 400 g de tomate em pedaços

375 ml de caldo de legumes (se não tiver caldo feito ou de compra – na sua forma líquida - , use água)

130 g de manteiga de amendoim com pedaços (chunky)

500 g de batata-doce descascada e cortada em pedaços com 3 cm

1 lata de 400 g de grão-de-bico, escorrido e passado por água

80 g de folhas de espinafre baby (usei um pouco mais)

Amendoins torrados sem sal, para servir

 

  • Numa caçarola ou num tacho grandes, aqueça o óleo de girassol em lume médio e refogue a cebola durante 5 minutos, mexendo sempre, ou até a cebola ter amolecido. Junte o alho, o gengibre, as folhas de louro, o cominho, o coentro, e a malagueta, e refogue, mexendo, durante 2 minutos.
  • Deite o tomate em pedaços, o caldo de legumes e a manteiga de amendoim e misture até começar a ferver. Baixe o lume médio-brando, e junte a batata-doce. Tape e deixe fervilhar durante 10 minutos, mexendo de vez em quando.
  • Junte o grão-de-bico e deixe apurar durante 15 minutos, ou até a batata-doce ficar macia. Adicione os espinafres e deixe cozer 1 minuto (para não ficarem demasiado moles).
  • Sirva com arroz cozido (não me parece necessário haver necessidade de juntar mais hidratos). Enfeite com os amendoins.