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Conversas à Mesa

UM ALMOÇO DE REIS

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Uma das criaturas marinhas que mais amo, é a ostra. Aliás, só consegue comer ostras quem as adore, porque são criaturas que se comem vivas (muito cuidado para não comer nenhuma morta), como aliás todos os bivalves. Os portugueses sempre gostaram delas, e antigamente era coisa popular, vendida nas esquinas, depois de aberta em fogareiros.

Eu gosto delaS sem nada, nem sequer limão, para poder usufruir do incrível sabor a mar. É bicho que só se pode comprar em local de confiança e com a certeza de que esteve na depuradora. É óptimo comê-las num sítio onde as abrem para nós, mas também é encantador abri-las e comê-las em casa.

 

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Recentemente, encomendei um pack a uma empresa em que tenho muita confiança, a Aquanostra (https://www.aquanostra.pt/en/), que traz a casa ostras e outros bivalves. Por 17 euros, consegue ter em casa um pack fantástico com uma dúzia de ostras gigas do Sado (pode escolher uma versão de ostras mais ou menos carnudas), uma boa faca para as abrir e até o limão para as temperar. Vem tudo muito bem acondicionado e bonito, com packs de gelo para manter a temperatura e numa caixa de esferovite. Eu encomendei também um quilo de amêijoa boa, a nossa melhor, e era de uma qualidade e tamanho que raramente se encontram.

Depois, é estabelecer a logística. Ponha duas pessoas na cozinha a abrir as ostras (depois de lhe apanhar o jeito as gigas abrem-se bem, as ostras planas são mais complicadas) com boas facas. Não opte pelas mais baratas, escolha o melhor. A faca que vem no pack é excelente. Cuidados a ter quando se abrem: primeiro, não deixar perder nenhum líquido, colocando as ostras abertas imediatamente em equilíbrio sobre gelo, de preferência picado; depois, ter o cuidado de retirar qualquer esquírola de casca que tenha ficado sobre a ostra. Pão escuro e manteiga com sal são um acompanhamento perfeito.

 

 

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Uns gomos de limão para quem quiser. Para beber, um champanhe, um espumante ou um verde, como o Soalheiro.

As amêijoas fi-las à Bulhão Pato. Um bom azeite, de preferência do sul, mais doce, dentes de alho, tudo bem aquecido. Deitar as ameijoas (rejeitando alguma aberta), lume alto e tapar. Dois minutos depois está tudo aberto. Retirar do calor, deitar umas pingas de limão. Há quem deite no fim uma colherada de manteiga, para espessar o molho. Experimente, logo vê se gosta. Muito pão para molhar, directamente da caçoila.

 

Foi uma refeição de reis.

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